Atenção: Esse site só pode ser visualizado perfeitamente, bonitinho e tal, em um browser que suporta uma coisa chamada Web Standards. Os sites mais modernos são feitos assim. É recomendável que você atualize o seu browser clicando aqui. Obrigado e desculpe o transtorno.

ExperiênciaPerfeita.org

Design para a Internet: projetando a experiência perfeita

Prioritizing Web Usability - Ele voltou

por Felipe Memória | em 4/11/2006 6 comentários
Jakozão, sim ele mesmo, Jakob Nielsen, o príncipe de todos os sortilejos, o rei da magia, o sabe-tudo, o ban-ban-ban, o sabichão, está de volta com seu mais novo livro: Prioritizing Web Usability. Segue copy + paste da Amazon:

In 2000, Jakob Nielsen, the world’s leading expert on Web usability, published a book that changed how people think about the Web—Designing Web Usability (New Riders). Many applauded. A few jeered. But everyone listened. The best-selling usability guru is back and has revisited his classic guide, joined forces with Web usability consultant Hoa Loranger, and created an updated companion book that covers the essential changes to the Web and usability today. Prioritizing Web Usability is the guide for anyone who wants to take their Web site(s) to next level and make usability a priority! Through the authors’ wisdom, experience, and hundreds of real-world user tests and contemporary Web site critiques, you’ll learn about site design, user experience and usability testing, navigation and search capabilities, old guidelines and prioritizing usability issues, page design and layout, content design, and more!

6 comentários até agora

| Postar um comentário 
1:39 PM | mauro pin comentou o seguinte:
O Jakob Nielsen tem seu mérito, mas eu confesso que tenho profunda reserva quanto aos seus dogmas. Um sujeito que se diz especialista em usabilidade deveria reconhecer a importância do design gráfico para tornar as mensagens mais acessíveis. O site dele, por exemplo, é um pavor em termos de legibilidade, conforto, ergonomia. Há mais em usabilidade do que simples lógica de arrumação dos elementos no espaço virtual, do que rotulagem de botões e consistência de respostas dos sistemas informatizados.

Apesar de todo o apelo sedutor que o mercado publicitário faz para a aplicação do nosso talento, somos profissionais que trabalham sobretudo a comunicação visual, e no sentido estrito de permitir a comunicação. Isso vale para a criação dessas mensagens, a apresentação dos textos e outros elementos visuais que constroem sentido na nossa mente. Trata-se não somente de uma noção - subjetiva, por definição - de beleza, mas de facilitar a compreensão e garantir conforto de leitura, diminuição do ruído.

Quando o Jakob Nielsen, um engenheiro, mete-se a dar palpite numa área que visivelmente ele não domina, me desculpem, mas temos que colocá-lo no seu devido lugar, no panteão dos ignorantes. Ele é explícito em seus livros em dar orientações de design gráfico, no que é extremamente infeliz.

O site dele fala por si. Coisa ruim de ler está ali. Essa fixação em manter os links facilmente identificáveis, por exemplo - um dogma incontestável, segundo ele - acaba por tornar a página extremamente desconfortável.

O site usa o texto com uma entrelinha apertada, largura de colunas excessivas...diversos deslizes de composição tipográfica, apesar de há anos termos conseguido algum controle sobre os elementos tipográficos para web. Posso dizer, sem medo de errar, que isso resulta em fadiga para quem lê por muito tempo seus textos.

Há que se reconhecer o valor do trabalho do Jakob Nielsen. Mas é necessário ter visão crítica sobre o que ele diz ser recomendável. O site dele é um exemplo, na minha opinião, de um site com problemas sérios de usabilidade, no sentido amplo que o termo tem, e que há muito tempo faz parte das preocupações do design gráfico. Mesmo antes da web existir.
3:42 PM | Daniel de Paola comentou o seguinte:
Pra que comentar mais se o Mauro já falou tudo. Concordo com o que ele disse no coment. Eu leio os posts do Nielsen, mas em sua grande maioria não os sigo.

[]´s
7:11 PM | H* comentou o seguinte:
Esta postagem foi removida pelo administrador do blog.
7:24 PM | H* comentou o seguinte:
Mania que grande parte dos designers tem de defender a web como mercado exclusivo. ugh!

A viabilidade da implantação de um sistema em uma interface pré-concebida cai bastante quando o designer não tem apoio de outros integrantes da equipe desenvolvedora.

A menos que o projeto seja um mero blog ou site estático, duvido que deva ser atribuído a um profissional de comunicação visual apenas.

Fora o romantismo exacerbado, concordo plenamente com a crítica do Mauro.
8:15 PM | mauro pin comentou o seguinte:
Salve H,

Acho que não me fiz entender...se pareceu que eu estava tentando promover alguma "reserva de mercado", então pára tudo! Eu fui bem específico na minha implicância com o Nielsen quando ele desliza e decide dar pitaco nos aspectos visuais, de apresentação da informação. Minha intenção é na verdade ampliar a noção de usabilidade para quesitos que vão além da lógica, muitas vezes utilizada para amarrar alguns preceitos - questionáveis - de usabilidade. É questão do ethos de cada um. O Nielsen é engenheiro. Eu sou designer. A minha visão do que é um usuário é necessariamente mais holística do que a de um engenheiro. Sou das ciências humanas, não das exatas. Por isso penso que há muito mais complicações na definição do que é a usabilidade de um produto.

Sobre o comentário de que alguns designers advogam para si o mercado de web, eu pessoalmente não me incluo nesse grupo, embora reconheça que muitos designers têm essa pretensão. E tem muito designer ruim, que não passa de webdesigner...não tem uma visão mais ampla do processo, desconhece que design não se resume aos aspectos gráficos, e que deve conhecer muito bem os aspectos tecnológicos para poder projetar. O que não quer dizer que deva programar, modelar bancos de dados, implementar. Nada disso...trata-se somente de conhecer bem o ambiente para o qual está projetando. Tecnlogia e simbologia sempre foram dois lados da mesma moeda chamada design.

Longe de mim achar que projetos de mídia interativa são uma seara dos designers. Eu, que trabalho em equipe multidisciplinares em projetos dessa natureza desde 1995, não poderia ter uma visão tão estreita. Trabalhei com muita gente boa, de diversas áreas. Aprendi muito com essas pessoas, respeito-as e sei reconhecer o limite da minha atuação.

O problema é que nem todos percebem os seus limites. Existe muito a ser pesquisado e discutido na área de design gráfico. Mas nisso todo mundo dá pitaco e fica por isso mesmo. Só que muitas vezes o trabalho de design gráfico é fundamental para garantir que um produto seja usado. E aí entra a tal usabilidade, que também é um campo multidisciplinar. Cabe todo mundo, desde que cada um saiba o que lhe compete na discussão, e esteja aberto ao diálogo e à colaboração.

Eu sou romântico sim...mas no post original nem de longe foi essa a idéia - e acho que não foi nada romântico o que eu disse. Talvez essa tréplica sim já seja mais "romântica". :-)

Se eu começar a falar de como os gurus de usabilidade desconsideram os contextos culturais nas suas análises, aí sim vocês vão ver o que é um discurso apaixonado e romântico! ;-D
8:15 PM | mauro pin comentou o seguinte:
Esta postagem foi removida pelo administrador do blog.
Ei! Faltou o seu...
| Postar um comentário
Quem faz
Assine nosso feed
RSS

RSS   (o que é isso?)

Hospedado por
Locaweb - Serviços de Internet
Arquivos