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Testes de acessibilidade para a Capes

por Felipe Memória | em 6/19/2007 2 comentários
Nesse final de semana me senti um cara muito útil. Eu, Alexandre Saddi e o Jorge Falcão fizemos os testes de acessibilidade para o projeto da Capes. (Saiba mais sobre o projeto na entrevista para a revista Webdesign)

É impressionante como testes como esses são enriquecedores. Aprendi mais nesse dia do que em todo o tempo que estudei sobre o assunto. Falar ali, cara-a-cara com quem realmente tem experiência no assunto não tem preço.

A boa vontade dos participantes foi comovente. O pessoal se despencou de muito longe para participar - e o fizeram com muito prazer.

Testamos usuários cegos e com baixa visão. Veja as fotos.

Trabalhar com essa galera é uma coisa apaixonante. Chega a dar raiva de gente que não se importa com acessibilidade.

2 comentários até agora

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8:34 AM | Walmar Andrade comentou o seguinte:
Ainda não tive uma oportunidade dessas, mas seu post me deixou com vontade de contactar a Associação de Cegos aqui de Pernambuco para ver o interesse deles em fazer alguns testes.

O que costumo fazer é: 1) tentar ler sem meus óculos. Como tenho um astigmatismo muito forte, se eu não conseguir ler a fonte talvez seja preciso melhorar o tamanho ou contraste. 2) Desligar o monitor e tentar navegador só escutando o DOSVOX. Nesse teste eu geralmente não me dou muito bem, mas não sei se é por falta de experiência com a navegação textual ou se a navegação está ruim memso. Por isso o teste com portadores de deficiência seria mais interessante.
10:50 AM | Horácio Pastor Soares comentou o seguinte:
É realmente uma experiência impar Felipe... fico feliz ao vê-lo enveredar pelo caminho, “sem volta”, da acessibilidade.

Meu primeiro contato com o termo acessibilidade foi em 2001, e na época, não sabia exatamente o que representava a palavra acessibilidade e muito menos o que precisaria ser feito para desenvolver um site acessível. Também não tinha a menor idéia de como, nem com que tipo de tecnologia, alguém com deficiência poderia acessar o conteúdo das páginas de um site.

Depois de finalizar o primeiro projeto “acessível”, continuei estudando o tema e aplicando as técnicas em outros projetos, mesmo quando o cliente não se interessava pelo assunto. Com o tempo, acabei me interessando mais pelo tema e, de 2001 até o início de 2004, sempre que possível, estudava e pesquisava um pouco mais acessibilidade.

Com o tempo e maior experiência, passei a acreditar que conhecia o suficiente sobre acessibilidade para me considerar um “expert” no assunto. Como na época, quase ninguém sabia muita coisa, quem tem meio olho em terra de cego é...

Pensava assim até conhecer o MAQ, cego, professor e consultor de acessibilidade, criador do site Bengala Legal e escritor. Por uma daquelas coincidências da vida - que no meu entendimento não existem – fui convidado a participar de um curso sobre acessibilidade que o MAQ iria ministrar... aceitei por curiosidade e achei que até poderia aprender algo e, quem sabe, ajudar o “coitadinho” do cego durante seu curso.

Minha arrogância não resistiu ao seu primeiro exercício. Alguns dias com o MAQ me fizeram sair do “quadrado” em que meu conhecimento sobre acessibilidade havia estacionado.

De lá para cá, ficamos amigos e parceiros na luta pela acessibilidade... ele me mostrou a enorme diferença entre a teoria e prática da acessibilidade.

Walmar, só uma dica, se for visitar uma instituição para cegos, verifique qual o leitor de tela que eles utilizam, pois existem diferenças enormes entre, por exemplo, o DOS/VOX, que é distribuído gratuitamente e normalmente utilizado nessas instituições e o Jaws, leitor mais utilizado no mundo e com muito mais recursos.

Parafraseando meu amigo MAQ, abraços acessíveis
Ei! Faltou o seu...
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